Muito prazer, Rafaella.

Eu vejo por todo lugar, jovens de 15, 16 anos, muito seguros, cheios de fidúcia e por vezes alguma altivez. Penso com meus botões que há algo de errado comigo, afinal, eu, já no alto de meus 19, findando o superior, trabalhando na área e relativamente bem-remunerada, ando cheia de incertezas. A paixão pela profissão já não é a mesma dos primeiros semestres de faculdade, os sonhos também têm perdido a força. Às vezes flagro-me pensando em como seria se tivesse tomado outro rumo. Será que eu, aos 16 também me fazia apresentar desta maneira? Uma adolescente déspota e egoísta. Eu penso que não. Embora seja extremamente egoísta e azeda agora, aos 16 eu tinha tudo que uma garota poderia querer, pais compreensivos, um namorado legal e amigos verdadeiros. 
Sabe, eu não sei quando minha vida mudou tanto, qual de minhas escolhas me trouxe para onde estou agora. Tenho buscado respostas durante toda a minha vida, mas para quais perguntas? Quero realmente saber tudo? Quero realmente conhecer-me por completo? Qual seria a vantagem disto? Uma das lições que a vida me ensinou é que não se pode conhecer tudo, e que esse é o barato de tudo. Então, embora quase nada esteja valendo a pena hoje, amanhã quem sabe o céu me sorrirá um sorriso amarelo. Manchado de um cigarro barato.

2 Ouvintes:

Roberto Borati disse...

o mundo adulto é tão complicado que nos destrói.

bom, obrigado pelos selos, pela sua visita sempre!

beijos.

Paju Monteiro disse...

Quem sabe?

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