Disperato

Querida Maria,

Há muito não lhe escrevo, não lhe vejo. Há muito não sinto em meus braços o seu corpo quente, seu perfume não inunda meus sentidos. Minha alma sente fala da sua aqui perto de mim. O que eu devo dizer à Sofia?  Ela não para de perguntar de você. Suplica sempre pela mesma história. A nossa história. Maria, ainda não sei o que fazer sem você. O que dizer aos outros. Não sei se consigo manter esta farsa por muito tempo. Eu não sou forte, eu nunca fui. Eu nem ao menos consigo lhe escrever sem me debulhar, mais uma vez, em lágrimas por ti.
Volte para mim, se não por mim, volte pela Sofia. Não conseguimos viver longe de você Maria. E eu não quero ter que dizer à ela que a mamãe foi morar no céu.

Do seu amigo.
Amante.
Amado.
Desesperado.

José.

5 Ouvintes:

Thaís. disse...

Tão singelo. E tão bonito, moça. Vi os sentimentos transbordarem de cada letra.
Gostei daqui. Voltarei mais vezes!

Kênnia Méleus disse...

Que triste, e que lindo. Tão emocionante, Rafaella...

Porkão disse...

O Mais curiosso como no final as letras iniciais de cada linham forman a palavra "DAAD" no mais rudimentar "DEAD" foneticamente e subliminarmente entendendo...

deia.s disse...

Que perfeito. (apenas isso)

gabs disse...

Tocante.
Texto de arrepiar, adorei, perfeito.

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