Olá =)
Estou aqui apenas para informar que estou abandonado este blog.
Até tinha pretensões de reformulá-lo, mas minha paciência esgotou-se.
Esta será a última postagem. Gradativamente removerei as postagens até a completa exclusão deste.
Obrigado a todos que passaram por aqui,
em especial à Paju, ao Pedro e ao Doug, que me inspiraram e apoiaram tanto.
Amo todos vocês.
Meu novo espaço: Psychosis
Dedicado a dona Patricia.
Ei, é com a senhorita mesmo que quero falar.
Ah, não. Agora já és senhora. Senhora Patrícia.
Posso não conhecê-la, nunca ter escutado sua voz.
Aposto que é suave com seus escritos.
Mas tão intensa.
Ei, dona Patrícia.
Desejo-lhe toda a felicidade que escreves.
Com seus peixinhos num céu estrelado.
Um café quentinho e um "Me abraças?"
Todas as manhãs.
Mas que mentirosa esta Raposa.
Desejo-lhe mais, muito mais.
Tanto, tanto que não caberia em lugar algum.
Ah, não. Agora já és senhora. Senhora Patrícia.
Posso não conhecê-la, nunca ter escutado sua voz.
Aposto que é suave com seus escritos.
Mas tão intensa.
Ei, dona Patrícia.
Desejo-lhe toda a felicidade que escreves.
Com seus peixinhos num céu estrelado.
Um café quentinho e um "Me abraças?"
Todas as manhãs.
Mas que mentirosa esta Raposa.
Desejo-lhe mais, muito mais.
Tanto, tanto que não caberia em lugar algum.
Vem logo, enquanto meu coração ainda tem pressa.
Deixar escorrer essa tristeza, antes costumeira.
Agora passageira.
Abrir a porta para a felicidade.
Voa, voa bem alto.
"Tudo que amo, deixo livre.
Se voltar é porque realmente conquistei."
Se voltar é porque realmente conquistei."
Perda? Será que é justo?
Este amor é tão grande e puro,
Como se liberta alguém a quem tanto se ama?
Dúvidas. Ela volta?
Ela estará mais feliz?
Quisera ter toda essa sabedoria,
Porém, não há outra solução,
O passarinho cresceu, terei que abrir a janela,
Lágrimas rolam, o pulsar do coração acelera
O pavor invade-me, sim pavor.
Não posso mais mantê-la engaiolada
Peço ao menos um cântico de esperança
Esperança que o meu pássarinho volte logo
Volte sempre ao seu ninho.
Este poema foi escrito pela minha mãe Ana,
após dias, meses e anos perdidos.
Winds of changing.
Se me perguntasses o motivo das mudanças, afirmaria categoricamente: "Necessito!"
Tenho essa necessidade, essa urgência em viver vidas diferentes, rostos diferentes, cores e sons diferentes. Inadequar sabores de inconveniência e inapropriação. Misturar ideias com realidade. Voar com pensamentos e palavras.
Ao mais alto que puder alcançar.
Hold her.
O conforto de um bom abraço.
Não se encontra em um par de braços qualquer.
Não se encontra em um par de braços qualquer.
Porque eu prefiro ser feliz ao seu lado.
Eis-me aqui, a Rafaella original.
I apologize if it makes you feel bad.
Seeing me so tense, no self-confidence.
Seeing me so tense, no self-confidence.
Perdoe-me esta pessoalidade, mas ainda há assuntos inacabados. Mesmo depois de tantas metáforas. Faltou falar claro, cuspir as palavras certas.
Contando histórias de pessoas solitárias, subdividi a minha própria solidão. A falta de romance, de alegria, de amigos. A carência de uma jovenzinha insegura. Uma alma atormentada, cheia de anseios, sonhos impossíveis. Como diria o meu querido Renato "O mal do século é a solidão". E realmente é... Para onde quer que eu olhe, vejo apenas pessoas egoístas buscando satisfazer seus próprios desejos e ambições, sem se importar com o sentimento dos outros. Pessoas assim jé fizeram parte da minha vida e eu também já fui uma pessoa assim.
Quando falo da chuva, sinto toda a minha honestidade transbordar... É como se ela despertasse tudo que há de melhor em mim. Pode perguntar por aí, sou muito mais agradável em dias de chuva. Gosto de imaginar que Deus está chorando, arrependido por ter me feito defeituosa. Talvez tudo isso pareça uma grande besteira para você. E talvez de fato, seja tudo bobagem.
Seja o melhor que puder Rafaella, talvez assim, coisas boas aconteçam.
Ou não.
O sonho.
Caminhava por uma estrada de paralelepípedos dourados.
Uma longa e sinuosa estrada, que se estendia ao horizonte. Até onde os olhos podiam alcançar.
Recordo-me do meu querer, da minha vontade desesperada de alguém.
Sempre tive medo da solidão. Medo do que ela poderia fazer comigo.
"Você consegue sozinha, doutora."
Mas eu não quero, não quero estar sozinha.
Sentei à beira da estrada, recostei no tronco de uma velha árvore. Pensava muito naquelas pessoas que eu havia deixado para trás. Como eu estava arrependida de tê-los abandonado.
Não queria seguir o caminho e não havia mais volta.
Meus sentimentos estavam tão confusos e as lágrimas insistiam em rolar em minha face.
E em algum ponto antes de adormecer, recordo-me de ter visto um vulto se aproximar de mim.
Ao despertar me encontava em uma espécie de hospital, onde haviam muitos semblantes semelhantes ao meu, cheios de arrependimento.
Com a visão ainda um pouco turva, levantei-me e sai do quarto coletivo.
Era estranho como toda porta pela qual eu passasse dava exatamente na mesma sala.
Uma sala com o teto extremamente alto, de paredes tão alvas quanto as vestes que eu usava. Tão contrastante com a decoração.
Havia apenas uma grande mesa negra e duas cadeiras da mesma cor. Em uma delas havia um homem muito magro, de pele enrugada e olhar acolhedor. Um rosto familiar.
Ele sugeriu que eu me sentasse.
Acatei sua sugestão e perguntei-lhe o que eu fazia ali, como havia chegado e se eu já podia ir embora.
"Por que a senhorita não se acalma? As perguntas não são oportunas, na hora certa saberás o porque de tudo isso."
Retruquei dizendo que ele não podia me manter ali, eu precisava ir embora, havia muita coisa a ser esclarecida.
"Mas não fui eu que te trouxe aqui, você caminhou até este ponto da sua vida com seus próprios pés."
"O senhor só pode estar louco, eu acho que me lembraria se tivesse ido a algum lugar."
Ele apenas sorriu. Um sorriso seco.
"O senhor acha que eu estou brincando? Me deixe ir embora."
"Minha jovem, seu destino ainda não foi decidido. Não posso deixar que vá embora até resolver suas pendências terrenas."
"Pendências terrenas? O senhor não quer dizer que... Não. Eu só estou sonhando. Isto é apenas um sonho."
"Sim, isto é apenas um sonho. Um alerta. Não cometa nenhuma bobagem. Você não vai querer estar aqui de verdade."
"Mas por que isso agora? Eu estou bem, e não penso mais em morte o tempo todo. Por que um alerta?"
"Você sempre tem perguntas inoportunas. Vais passar por mudanças em sua vida. Tem que estar preparada. Não quero ver seu sangue por aqui novamente. Agarre-se aquele que sabe do que eu estou falando."
"Mas como é que eu vou saber quem? Por que você nunca é específico?"
"O que foi que eu te falei sobre a sua intuição? Não damos este dom à toa, nem a qualquer pessoa. Agora atravesse a porta, volte para o seu mundo e não se esqueça: não quero ver seu sangue aqui de novo. Este é meu último aviso. Não quero mais te ver."
"Eu posso te abraçar?"
"Não sabes que não podes me tocar. Queres ficar aqui de vez?"
Levantei-me lentamente, lancei-lhe um olhar de agradecimento e caminhei em direção à porta.
Antes de fechá-la pude vê-lo secar uma única lágrima que escorria pelo lado esquerdo de seu rosto.
Ao fechar a porta, despertei.
Uma longa e sinuosa estrada, que se estendia ao horizonte. Até onde os olhos podiam alcançar.
Recordo-me do meu querer, da minha vontade desesperada de alguém.
Sempre tive medo da solidão. Medo do que ela poderia fazer comigo.
"Você consegue sozinha, doutora."
Mas eu não quero, não quero estar sozinha.
Sentei à beira da estrada, recostei no tronco de uma velha árvore. Pensava muito naquelas pessoas que eu havia deixado para trás. Como eu estava arrependida de tê-los abandonado.
Não queria seguir o caminho e não havia mais volta.
Meus sentimentos estavam tão confusos e as lágrimas insistiam em rolar em minha face.
E em algum ponto antes de adormecer, recordo-me de ter visto um vulto se aproximar de mim.
Ao despertar me encontava em uma espécie de hospital, onde haviam muitos semblantes semelhantes ao meu, cheios de arrependimento.
Com a visão ainda um pouco turva, levantei-me e sai do quarto coletivo.
Era estranho como toda porta pela qual eu passasse dava exatamente na mesma sala.
Uma sala com o teto extremamente alto, de paredes tão alvas quanto as vestes que eu usava. Tão contrastante com a decoração.
Havia apenas uma grande mesa negra e duas cadeiras da mesma cor. Em uma delas havia um homem muito magro, de pele enrugada e olhar acolhedor. Um rosto familiar.
Ele sugeriu que eu me sentasse.
Acatei sua sugestão e perguntei-lhe o que eu fazia ali, como havia chegado e se eu já podia ir embora.
"Por que a senhorita não se acalma? As perguntas não são oportunas, na hora certa saberás o porque de tudo isso."
Retruquei dizendo que ele não podia me manter ali, eu precisava ir embora, havia muita coisa a ser esclarecida.
"Mas não fui eu que te trouxe aqui, você caminhou até este ponto da sua vida com seus próprios pés."
"O senhor só pode estar louco, eu acho que me lembraria se tivesse ido a algum lugar."
Ele apenas sorriu. Um sorriso seco.
"O senhor acha que eu estou brincando? Me deixe ir embora."
"Minha jovem, seu destino ainda não foi decidido. Não posso deixar que vá embora até resolver suas pendências terrenas."
"Pendências terrenas? O senhor não quer dizer que... Não. Eu só estou sonhando. Isto é apenas um sonho."
"Sim, isto é apenas um sonho. Um alerta. Não cometa nenhuma bobagem. Você não vai querer estar aqui de verdade."
"Mas por que isso agora? Eu estou bem, e não penso mais em morte o tempo todo. Por que um alerta?"
"Você sempre tem perguntas inoportunas. Vais passar por mudanças em sua vida. Tem que estar preparada. Não quero ver seu sangue por aqui novamente. Agarre-se aquele que sabe do que eu estou falando."
"Mas como é que eu vou saber quem? Por que você nunca é específico?"
"O que foi que eu te falei sobre a sua intuição? Não damos este dom à toa, nem a qualquer pessoa. Agora atravesse a porta, volte para o seu mundo e não se esqueça: não quero ver seu sangue aqui de novo. Este é meu último aviso. Não quero mais te ver."
"Eu posso te abraçar?"
"Não sabes que não podes me tocar. Queres ficar aqui de vez?"
Levantei-me lentamente, lancei-lhe um olhar de agradecimento e caminhei em direção à porta.
Antes de fechá-la pude vê-lo secar uma única lágrima que escorria pelo lado esquerdo de seu rosto.
Ao fechar a porta, despertei.
Tão pessoal e dolorido.
"O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho de vento no trigo..."
Seus desconhecidos cabelos dourados não vivem mais. Mesmo eles agora estão mortos. Viraram pó. Tudo agora é solidão.
Não há riso, não há choro. Apenas a voz do silêncio. E o cheiro de sangue.
Este cheiro que cisma em impregnar minhas narinas.
Eu sempre o imagino ser devorado por corvos.
Maldito Van Gogh.
Acho que finalmente é hora de dizer adeus, meu grande amigo.
Adeus.
Pedro, o que é poesia?
Pedro sentia seus olhos queimarem
A alma esvaia-se em seu arfar e gozar
Cada movimento não ensaiado
Novas perspectivas de amor
A alma esvaia-se em seu arfar e gozar
Cada movimento não ensaiado
Novas perspectivas de amor
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