love,
dissolve logo essa tristeza —
despeja tudo num balde com água.
não há respostas para certas perguntas —
é simples. a menos que queira inventá-las —
eu me ofereço... que tal?
na esfera afetiva, as respostas se apresentam diluídas —
é preciso juntar os fragmentos [uma palavra não dita,
uma ligação fora de hora, um descompasso, duas certezas].
E assim eu continuo

com meu coração largado às traças
se corroendo
pedaço a pedaço

Eu continuo
sem você aqui
...

Que saudade meu amigo
que saudade
Que vontade meu amigo
vontade de me perder no seu abraço
afagar minha tristeza no seu colo

Benzinho
cadê você
que não está aqui? -
pra me acalentar.
Pra me dizer
que vai ficar tudo bem

Eu te amo
baby,
e mais que nunca...
Sinto sua falta

Carta ao meu amigo imaginário...

Críticas são sempre construtivas, mesmo que a princípio não consigamos enxergá-las assim, basta analisá-las por diferentes perspectivas. Mas há um porém que não se evidencia. Criticar é direito de quem faz melhor.


Há muito eu havia percebido que minhas construções literárias não me causavam o impacto que eu esperava. Minha preocupação com a beleza estética tirava toda a beleza e vida de tudo que eu escrevia.

Uma fase eu já ultrapassara: o reconhecimento. Mas de que adianta reconhecer o erro se não há intenção de mudança?

O esteticismo se sobrepunha ao conteúdo. Uma forma de proteção? Resguardo?

Aposto mais em covardia, medo, insegurança.
Sentimentos mais comuns à minha pessoa.

Ich bin ausgeflippt. Ernsthaft.

Eu estou surtando.
Falo sério.
A cada esquina
cada passo
cada olhar -
ich denke, ich werde mich umbringen
Sinto um vazio
(im)preenchível
Uma vontade de gritar
Je crois que je vais me tuer 
Preciso sair
preciso mudar
tomar um ar 
Watashi wa jibun jishin o korosu to omou. 
lá vai ela. jovem, bêbeba e bela. já não sabe se fez bem em largar tudo. já tem dúvida se lhe sobra alguma hombridade. ainda ontem, desistiu de querer ser amada. ainda hoje, abriu mão de querer voltar pra casa no fim do dia e ter um ombro em que deitar a cabeça cansada, o corpo cansado, a vida cansada. porque a morte é bem esse sol de trevas que não sabe se termina ou começa todos os dias.
Minhas lágrimas não caem mais,
Eu já me transformei em pó
E os meus gritos não se escutam mais
Estão na direção do Sol
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver só...

Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou
Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silencio que até então é mudo
Naquela canção,
que parece encontrar a razão
Mas que ao final se cala frente ao tempo que não para frente a nossa lucidez.
Eu queria ter ainda
aquela facilidade costumeira
a fluidez que eu sempre aspirei
As palavras me fogem
assim como os amores cismam
em escapar pelos meus dedos
abandonando
sem qualquer cerimônia
meu já abandonado
coração


"Enquanto as minhas lágrimas escorrem"
"Você esteve com meu bem? O que foi que ela falou?"


Eu simplesmente não aceito ficar parada
de braços cruzados...
Sem você aqui
meu mundo não tem graça
EU SINTO A SUA FALTA
Preciso de você aqui
esteja como estiver

Me dói saber
que vc não sentiria o mesmo por mim
marujo,
como todo bom capitão afundei junto com nosso amor
e você ficaria espantado ao saber quanta
coisa o mar esconde - a saudade é inevitável -
mesmo que a tripulação não seja mais a mesma
e que estejamos velejando por outros mares.
abra os olhos às surpresas do oceano; que ele
nos leve a águas mais tranquilas.
darling,
acho incrível a minha inutilidade;
há tantas pessoas que eu amo
e não consigo sequer fazê-las sorrirem;
me sinto completamente sem propósito.
Não tenho estado feliz já faz algum tempo
e - quase - nada me faz sorrir.
h.