marujo,
como todo bom capitão afundei junto com nosso amor
e você ficaria espantado ao saber quanta
coisa o mar esconde - a saudade é inevitável -
mesmo que a tripulação não seja mais a mesma
e que estejamos velejando por outros mares.
abra os olhos às surpresas do oceano; que ele
nos leve a águas mais tranquilas.
darling,
acho incrível a minha inutilidade;
há tantas pessoas que eu amo
e não consigo sequer fazê-las sorrirem;
me sinto completamente sem propósito.
Não tenho estado feliz já faz algum tempo
e - quase - nada me faz sorrir.
h.
darling,
estou cansada da vida -
cansada de lutar contra algo que me consome;
cansada de procurar a vida de que tanto ouço falar.
tenho pensado em desistir;
mas é tão difícil
há tanta coisa em jogo.
a vida - ai, essa tal vida
vida que desconheço; meu bem
ai,ai
simplesmente
empty.
darling,
quem dera eu ainda tivesse
aquela doce inocência de criança.
os olhares divertidos - despreocupados
a ingenuidade.
a gente cai no mundo -
e seja o que se fizer de nós.
darling;
as palavras fogem -
e os meus anseios se resumem ao medo.
de não suficiente - não ter nada
a oferecer - incompleta
desintessante - crua.
'Our love is rare
Life is strange
Nothing lasts
People change'
você é alguém -
dentro do meu coração
despedaçado.
darling,
tenho estado bem in ultimamente -
incompreendida
inconstante
icuravelmente apaixonada;
indubitavelmente culpa sua.
 darling,
eu prometi sinceridade;
não há nada mais sincero que a honestidade.
Estou apenas - esperando...
Caminhando ao lado de niguém -
rumo a lugar nenhum.
darling,
chega a ser curiosa a ingênuidade e estupidez
de ser um corpo boiando em hormônios com flores em volta -
felicidade é um objetivo distante e obstante -
sempre há outra alternativa, meu bem
Embora essa esteja muito além do meu alcance.
Se eu te olhar assim;
de relance -
Toda minha resistência
terá sido vã.

Eu para Você

Você sabe, disseram que eu nunca poderia amar ninguém
Porém quando eu conheci você, tão receosa,
Eu finalmente observei o que aquilo significou.
Se a única razão para nos encontrarmos era ferirmos um ao outro,
É tal vergonha.
Eu quero dizer para você de meu coração
Tudo que eu realmente quero, é conhecer quem você realmente é.
Você ainda ri inábil
Porque a tristeza ainda veste você melhor.
Se eu nasci apenas para conhecer você,
Eu quero saber se eu posso mudar aquilo,
Eu quero dizer para você de meu coração,
Nós podemos ter ferido um ao outro mas,
Ainda há tempo.
Eu amo você com todo meu coração,
Eu quero tirar a dor que faz você cair
Eu para você.
Eu quero dizer para você de meu coração
Eu sempre quero ver você sorrindo
Eu amo você com todo meu coração

Eu quero recolher a luz que chove sobre você
Eu para você.

Crônica sobre minha infância

Quando criança gostava mais de histórias de suspense e terror do que de brincar de boneca, casinha ou qualquer outra coisa. As histórias de vampiros sempre foram as minhas preferidas, embora eu também adorasse as de zumbis e bruxas, o fascínio pelos noctívagos sugadores de sangue cresceu surpreendentemente ao longo dos anos. Acredito que tenha sido aos doze, comecei a ler Poe, o que me deu uma nova perspectiva de histórias prediletas. O modo como ele escrevia, como ele entrava no subconsciente de seus personagens, explorando o lado mais obscuro e doentio dos seres humanos, bem mais reais e interessantes que os vampiros. Contos extasiantes como “Berenice” (um de meus preferidos), “Manuscrito encontrado numa garrafa” e “O gato preto”, reunidos no, que para mim é o melhor livro de todos os tempos, Contos do Grotesco e do Arabesco, também conhecido como Histórias Extraordinárias, de 1848. Segue um trecho do poema citado em “A queda da casa de Usher”:
No mais verde dos nossos vales,
habitado por anjos bons,
antigamente um belo e imponente palácio
- um palácio radiante – se erguia.
Nos domínios do rei Pensamento,
lá se achava ele!
Jamais um Serafim espalmou a asa
sobre um edifício tão belo.

Estandartes amarelos, gloriosos, dourados,
sobre o seu telhado ondulavam, flutuavam.
(Isso, tudo isso, aconteceu há muito,
muitíssimo tempo.)
E em cada brisa suave que soprava,
naqueles doces dias,
ao longo dos muros pálidos e empenachados,
se elevava um aroma alado.

Caminhantes que passavam por este vale feliz
viam, através de duas janelas iluminadas,
espíritos que se moviam musicalmente
ao som de um alaúde bem afinado,
em torno de um trono onde, sentado,
(Porfirogênito!)
com majestade digna de sua glória,
aparecia o senhor do reino.
[...]