Sentimentos inerentes. chapter one

Desde muito cedo fomos ensinados que sentir raiva é errado e precisamos a todo custo erradicar este sentimento de nossas vidas. Que o certo é engolir todas as injustiças e dar a outra face para bater.


Em teoria as pessoas acham isso lindo, mas no momento em que somos traídos, rejeitados, preteridos, prejudicados, tendo nossos mais caros sentimentos machucados, torna-se difícil agir desta forma.

A indgnação surge forte, trazendo ideias de confronto.

A lembrança do fato desagradável permanece viva, atormentando a mente e pensamentos dramáticos de reação violenta trazem a vontade de destruir as pessoas que nos ofenderam ou machucaram.

Mas a solução não é por aí.

Por outro lado, acovardar-se sufocando qualquer reação é desvalorizar-se diante do próprio conceito e sentir-se fracassado. Então, como lidar com esse sentimento?

Não dá pra ignorá-lo, mas é preciso saber usá-lo.

A indignação justa é sempre útil se usada com inteligência.

Biscoito da Sorte

Não quero tudo de você
Não preciso de tanto
Desde cedo me acostumei com o pouco que sempre recebi
Não faz assim...
Para com isso

Deixa eu tentar ficar ao seu lado

Sem mais nem poréns

É assim que eu gosto de você
mal-humorado, falso
corrupto...
Bêbado nem tanto,
mas tanto faz...

Gosto de você pelo que você é;
simples assim...


Me deixa, vai...
Desculpa eu ser assim tão chata,
assim tão eu...
Mas é que você não sabe o quanto eu
me preocupo com você, o quanto eu te
quero bem...

Me perdoe por tomar seu tempo
roubar a sua falta de tranquilidade...

Ai, ai
é que você roubou minha solidão...
Me devolve?
Pra eu poder seguir a minha vida em paz...

Acho que seria melhor assim...

:/
Cansada de tudo
...
cansada de vc
...
e dessa sua mania de querer esquecer.

Você é perfeito assim
com seus defeitos
e manias ruins.

Para com isso
chega de história
nenhuma garrafa vai te
trazer conforto...
Você é mesmo um tonto
eu aqui pra você
e você nem aí pra nada
...


E mesmo assim eu te amo

Cansada de mim
love,
dissolve logo essa tristeza —
despeja tudo num balde com água.
não há respostas para certas perguntas —
é simples. a menos que queira inventá-las —
eu me ofereço... que tal?
na esfera afetiva, as respostas se apresentam diluídas —
é preciso juntar os fragmentos [uma palavra não dita,
uma ligação fora de hora, um descompasso, duas certezas].
E assim eu continuo

com meu coração largado às traças
se corroendo
pedaço a pedaço

Eu continuo
sem você aqui
...

Que saudade meu amigo
que saudade
Que vontade meu amigo
vontade de me perder no seu abraço
afagar minha tristeza no seu colo

Benzinho
cadê você
que não está aqui? -
pra me acalentar.
Pra me dizer
que vai ficar tudo bem

Eu te amo
baby,
e mais que nunca...
Sinto sua falta

Carta ao meu amigo imaginário...

Críticas são sempre construtivas, mesmo que a princípio não consigamos enxergá-las assim, basta analisá-las por diferentes perspectivas. Mas há um porém que não se evidencia. Criticar é direito de quem faz melhor.


Há muito eu havia percebido que minhas construções literárias não me causavam o impacto que eu esperava. Minha preocupação com a beleza estética tirava toda a beleza e vida de tudo que eu escrevia.

Uma fase eu já ultrapassara: o reconhecimento. Mas de que adianta reconhecer o erro se não há intenção de mudança?

O esteticismo se sobrepunha ao conteúdo. Uma forma de proteção? Resguardo?

Aposto mais em covardia, medo, insegurança.
Sentimentos mais comuns à minha pessoa.

Ich bin ausgeflippt. Ernsthaft.

Eu estou surtando.
Falo sério.
A cada esquina
cada passo
cada olhar -
ich denke, ich werde mich umbringen
Sinto um vazio
(im)preenchível
Uma vontade de gritar
Je crois que je vais me tuer 
Preciso sair
preciso mudar
tomar um ar 
Watashi wa jibun jishin o korosu to omou. 
lá vai ela. jovem, bêbeba e bela. já não sabe se fez bem em largar tudo. já tem dúvida se lhe sobra alguma hombridade. ainda ontem, desistiu de querer ser amada. ainda hoje, abriu mão de querer voltar pra casa no fim do dia e ter um ombro em que deitar a cabeça cansada, o corpo cansado, a vida cansada. porque a morte é bem esse sol de trevas que não sabe se termina ou começa todos os dias.
Minhas lágrimas não caem mais,
Eu já me transformei em pó
E os meus gritos não se escutam mais
Estão na direção do Sol
Meu futuro não me assusta ou faz
Correr pra desprender o nó
Que me amarra a garganta e traz
O vazio de viver só...

Se alguém encontrou um sentido para a vida, chorou
Por aumentar a perda que se tem ao fim de tudo transformando o silencio que até então é mudo
Naquela canção,
que parece encontrar a razão
Mas que ao final se cala frente ao tempo que não para frente a nossa lucidez.